quinta-feira, 26 de junho de 2014

Vinho no Cais

Não sabia
o que havia
em meu peito
que sentia sentia
por dias já esculhambado.
Eu estava assustado,
com falta de ar
de chão, de mim.
Farpa !
Queria ser navio
que zarpa da Terra,
pra longe Dela.
Pois sabias que estávamos
no mesmo plano.
Como oceano queria
cobrir meu vazio
todo dia !
Quando retornar
ela poderia estar
aguardando no cais
da vida.
Também poderia
lembrar, de mim, nunca mais.

Não sabia
o que era !
Mas não estava me judiando.
Estava, ao sufoco,
me matando.
Me rasgue,
meu amor próprio
é meu.
Mas posso ser teu,
por opção, de coração.
Mas se me ver no porto
com vinho, deixe-me
sozinho.
À ver navios,
no rio da vida.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Desejo

''Desejo ao mundo
eterna felicidade
sem a corrupção
da vaidade.


 Desejo aos jovens apaixonados
amor sinceiro, respeito mútuo. 
Seus ideais entrelaçados.

Desejo ao homens coragem
de saber de sua força 
para a sua honra terem 
homenagem. 

Desejo a mulher a paz 
e honra de um bom homem 
pois sei que isso a satisfaz. 

Desejo as crianças uma família, 
sendo isso pessoas que as amem. 
Nem que seja em uma ilha. 

Desejo aos animais 
bons olhares 
pra que os humanos 
possam ser chamados de racionais. 

Mas pra mim
sei o que vejo, 
além do meu desejo, 
é o meu fim.''

Paulo Subbotin