Na havia batida,
nem vodka,
naquele coração
dentro daquele corpo
estendido no chão,
só havia memórias . . .
De partidas, idas e vindas,
despedidas.
Quem não mantém
o princípio dentro de si
ao mundo fica
perdido e sem amém.
O espirito fica feito peixe
procurando caminhos
no oceano do mundo do além.
Quanto mais se bebe
mais se pode sentir
o vazio . . .
da alma
ou da barriga,
que agora pede, com o corpo vivo,
um prato cheio.
Paulo Subbotin
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
domingo, 12 de outubro de 2014
Cerveja Quente
Desenfreadamente desceu a única rua
nem se viu com o olhar alheio e nem mesmo
procurou esconder-se da alfa luz fumada pela lua
passo a passo atentou-se a não ficar a esmo,
sua cabeça implorando, com respiração imponente,
cada poça de oxigênio pelos ambientes
para manutenção do cérebro que enxergava todos conscientes,
o retrocesso crescia mais suas horas de vida
a cada segunda que seguia em frente.
Viu-se então, por todos, o seu horizonte
na mutação que é a desilusão
não era uma questão de aposta com um simples mastodonte
mas um flerte arriscado, para nada, com a vida
que essa por si só é o nosso verdadeiro perigo
quando não se vê o que se fez da ida.
Carburou toda sua realidade
por meras ilusões alheias que mostram-se mentira,
aceitou-se então a busca sem fim pela sua alma
e dissimulando o cagar e andar, bebeu a verdade
e de verdade, mas não possuía ira,
mas sim uma sede de ver a conspiração que organizavas-se
com calma.
A viagem de dez minutos não tinha fim
era um trilho que por onde passou olhando pra frente,
o que era deixado pra neblina do passado
foi sumindo conforme o dia nascia enfim.
Acomodou-se a necessidade de descansar
para poupar-se pro novo caminhar.
nem se viu com o olhar alheio e nem mesmo
procurou esconder-se da alfa luz fumada pela lua
passo a passo atentou-se a não ficar a esmo,
sua cabeça implorando, com respiração imponente,
cada poça de oxigênio pelos ambientes
para manutenção do cérebro que enxergava todos conscientes,
o retrocesso crescia mais suas horas de vida
a cada segunda que seguia em frente.
Viu-se então, por todos, o seu horizonte
na mutação que é a desilusão
não era uma questão de aposta com um simples mastodonte
mas um flerte arriscado, para nada, com a vida
que essa por si só é o nosso verdadeiro perigo
quando não se vê o que se fez da ida.
Carburou toda sua realidade
por meras ilusões alheias que mostram-se mentira,
aceitou-se então a busca sem fim pela sua alma
e dissimulando o cagar e andar, bebeu a verdade
e de verdade, mas não possuía ira,
mas sim uma sede de ver a conspiração que organizavas-se
com calma.
A viagem de dez minutos não tinha fim
era um trilho que por onde passou olhando pra frente,
o que era deixado pra neblina do passado
foi sumindo conforme o dia nascia enfim.
Acomodou-se a necessidade de descansar
para poupar-se pro novo caminhar.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Graça
De minuto a minuto
Estava à procura de alguma graça,
No meio de todo esse caos da vida
Não só a minha mente, mas também,
Minha alma assa.
O início é perdido a quase todo instante,
Já que cada segundo que se passa
É uma porta para uma nova dimensão
Que a nós, assa.
Deflagrado desde sempre foi
Que cada um, dentro de si, tem seu tempo
E procura aqueles que estejam
De acordo com seu movimento.
Passou entender que muitos
Não procuravam o sentindo disso tudo,
Mas só uma alegria, um sorriso sem queda.
O sermão de um mudo.
O choro de um cego.
A música de um surdo.
O medo de uma vida,
Tira não da vida um
De seus maiores dons,
Como também seus sons,
O poder de achar em cada
Canto sujo e mal lavado
Um cadinho de graça.
Paulo Subbotin
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