domingo, 12 de outubro de 2014

Cerveja Quente

Desenfreadamente desceu a única rua
nem se viu com o olhar alheio e nem mesmo
procurou esconder-se da alfa luz fumada pela lua
passo a passo atentou-se a não ficar a esmo,
sua cabeça implorando, com respiração imponente,
cada poça de oxigênio pelos ambientes
para manutenção do cérebro que enxergava todos conscientes,
o retrocesso crescia mais suas horas de vida
a cada segunda que seguia em frente.

Viu-se então, por todos, o seu horizonte
na mutação que é a desilusão
não era uma questão de aposta com um simples mastodonte
mas um flerte arriscado, para nada, com a vida
que essa por si só é o nosso verdadeiro perigo
quando não se vê o que se fez da ida.

Carburou toda sua realidade
por meras ilusões alheias que mostram-se mentira,
aceitou-se então a busca sem fim pela sua alma
e dissimulando o cagar e andar, bebeu a verdade
e de verdade, mas não possuía ira,
mas sim uma sede de ver a conspiração que organizavas-se
com calma.

A viagem de dez minutos não tinha fim
era um trilho que por onde passou olhando pra frente,
o que era deixado pra neblina do passado
foi sumindo conforme o dia nascia enfim.

Acomodou-se a necessidade de descansar
para poupar-se pro novo caminhar.

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