quinta-feira, 3 de julho de 2014

Não há.

  ''Não importa a droga que dessem aquele menino, ele sempre iria continuar a sentir aquela panela de pressão dentro de seu peito, os pregos em suas veias, a navalhas em sua garganta e as marretadas na cabeça. Por Deus, eu não aguentava me olhar no espelho e ver esse menino. Procurava um amor sossegado, mas só era pisoteado por mil gados. Poderia ter mil amizades, mas foi traído por mil covardes. E hoje, dizem que ele é um chato. Eu diria que esse menino só se tornou, consigo mesmo, um sábio.''

Sem Título

''RAIOS QUE REPARTAM AO MEIO,
FOGUEIRAS QUE TOSTEM,
ESSES MEUS DEVANEIOS !

Como é que consigo
não lamentar
por essas ruas andar e
em voz alta falar
ao vento as mais belas poesias
sem ter um algoz
mesmo que esse seja
meu súdito caderno.

Sinto o ar de nojo de mim
porque fazer essas coisas
sem um idealístico fim.

Fui, e também voltei,
sozinho,
mas no caminho de encontro
ao meu lar, tive que tirar o gosto
do nojo de minha boca
com um vinho.

Tive que tostar minhas papilas
com o cigarro em carburação.
Saturado de coisas alheias
que eu não deveria ter
em minha visão.

Hoje mandei pro inferno
aquele não tem noção
do perigo que é prum cão.
Tomara que fique sem roupas
e molhado no inverno.

Que morra, sem compaixão.
Não sou herói
e muitos menos
estou aqui pra salvar alguém.
Amém.''

Paulo Subbotin

terça-feira, 1 de julho de 2014

Bobagem 01

''Aquele instante parado
em que o pé está pra tocar o chão
mas só há um fio dentro de tu,
e não é o sistema cardíaco que
está ligado na razão, nem o nervoso.
Parece epilepsia sentimental,
esse vazio no peito não sei dizer
se é a minha cova
ou falta do que fazer.''

Paulo Subbotin