quinta-feira, 26 de junho de 2014

Vinho no Cais

Não sabia
o que havia
em meu peito
que sentia sentia
por dias já esculhambado.
Eu estava assustado,
com falta de ar
de chão, de mim.
Farpa !
Queria ser navio
que zarpa da Terra,
pra longe Dela.
Pois sabias que estávamos
no mesmo plano.
Como oceano queria
cobrir meu vazio
todo dia !
Quando retornar
ela poderia estar
aguardando no cais
da vida.
Também poderia
lembrar, de mim, nunca mais.

Não sabia
o que era !
Mas não estava me judiando.
Estava, ao sufoco,
me matando.
Me rasgue,
meu amor próprio
é meu.
Mas posso ser teu,
por opção, de coração.
Mas se me ver no porto
com vinho, deixe-me
sozinho.
À ver navios,
no rio da vida.

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