quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Turvo

Não era o pesar do encerramento
que me preocupava, não esta explosão,
mas sim o silêncio que precedia o fim
e não deixava rastro de compaixão.

Minha cabeça caótica
não fundira-se
com a vida metódica.

Aconchegava-me o abrasivo
gosto de vinho barato
que me fazia pensante no futuro
de casa, meu, ato.

Chegava a noite quieta
para escutar cada súplico meu,
para oxigenar e ver o rosto teu,
te ver não era minha meta.

Te ver é uma canalização
dentro de minha visão
saindo desse afugentado coração
e voltava nessa estrada
de realidade e subjetividade
de cada segundo ao lado de tu,
esse foi-me o quadro
que me representa
a realidade.
que por mim
jamais sentida
foi.

Paulo Subbotin

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